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quinta-feira, 21 de março de 2013

'Parque das tulipas'

 

'Parque das tulipas' abre temporada de primavera na Holanda. Próximo a Amsterdam, Keukenhof funciona apenas nesta época do ano. Campos floridos podem ser apreciados a pé, de barco, bicicleta ou avião.

 

Keukenhof, o parque das tulipas da Holanda (Foto: Divulgação/Keukenhof)Keukenhof, o parque das tulipas da Holanda (Foto: Divulgação/Keukenhof)

Começou a primavera no Hemisfério Norte, e com ela a chance de admirar as paisagens mais famosas da Holanda nesta época do ano.

Um dos locais preferidos dos turistas para apreciar os coloridos campos de flores é o Keukenhof, conhecido como “o parque das tulipas”. Situada entre Amsterdã e Haia, a área tem 32 hectares repletos dessa flor típica do país.

Keukenhof, o parque das tulipas da Holanda (Foto: Divulgação/Keukenhof)
Avião sobrevoa os campos floridos
(Foto: Divulgação/Keukenhof)

O parque só abre dois meses ao ano. A temporada de 2013 foi inaugurada na quarta-feira (21) pelo ministro da economia do país e segue até o dia 20 de maio.

Também foi aberta uma Exposição Internacional de Flores realizada desde 1949. No dia 20 de abril o parque recebe a Flower Parade, um desfile com carros cobertos de flores.

Além de percorrer os 15 quilômetros de trilhas pelos campos e pavilhões de flores, os visitantes têm a opção de alugar bicicletas, fazer passeios de barco e até sobrevoar a área em um pequeno avião. O local tem ainda restaurantes e playgrounds para crianças.

E não são só tulipas que podem ser vistas. Jacintos, narcisos e outras flores de primavera se espalham pela área e pelos pavilhões.

O preço da entrada para adultos custa 15 euros e para crianças, 7,50. Recomenda-se levar câmera fotográfica porque a paisagem rende belas imagens (veja algumas fotos a seguir).

Keukenhof, o parque das tulipas da Holanda (Foto: Divulgação/Keukenhof)Tulipas do Keukenhof (Foto: Divulgação/Keukenhof)

Keukenhof, o parque das tulipas da Holanda (Foto: Divulgação/Keukenhof)Visitantes no parque (Foto: Divulgação/Keukenhof)

Passeio de barco no Keukenhof, o parque das tulipas da Holanda (Foto: Divulgação/Keukenhof)Uma das opções é fazer uma passeio de barco
(Foto: Divulgação/Keukenhof)

Keukenhof, o parque das tulipas da Holanda (Foto: Divulgação/Keukenhof)Tulipas (Foto: Divulgação/Keukenhof)

Keukenhof, o parque das tulipas da Holanda (Foto: Divulgação/Keukenhof)Keukenhof, o parque das tulipas na Holanda
(Foto: Divulgação/Keukenhof)

Keukenhof, o parque das tulipas da Holanda (Foto: Divulgação/Keukenhof)Keukenhof, o parque das tulipas da Holanda
(Foto: Divulgação/Keukenhof)

Crianças no Keukenhof, o parque das tulipas da Holanda (Foto: Divulgação/Keukenhof)Crianças aprendem sobre flores durante passeio
(Foto: Divulgação/Keukenhof)

Keukenhof, o parque das tulipas da Holanda (Foto: Divulgação/Keukenhof)Há flores de diversos tons (Foto: Divulgação/Keukenhof)

Keukenhof, o parque das tulipas da Holanda (Foto: Divulgação/Keukenhof)O parque tem esculturas ao longo dos jardins
(Foto: Divulgação/Keukenhof)

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

O campo de concentração DACHAU


Infelizmente os Campos de Concentração fazem parte da história da humanidade! Estando na Alemanha é um lugar ótimo para conhecer um pouco da história no lugar onde ela aconteceu !

Pegando o S-Banh (S2) no centro de Munique se chega em 20 minutos ao Campo de Concentração de Dachau.

Um pouco da história do local :

Poucas semanas depois de Hitler tornar-se Chanceler do Reich, em 1933, o campo de concentração de Dachau foi preparado para receber presos políticos, pessoas que não concordavam com o regime de governo do ditador. Aberto no dia 22 de março, serviu de modelo para todos os outros campos de concentração subseqüentes e também como “escola de violência” para os SS (soldados da tropa de choque do Reich) que supervisionavam os campos.

Dia da liberação do campo pelas tropas americanas

Dia da liberação do campo pelas tropas americanas

Dachau era dividido em dois setores, um usado como campo de concentração e outro um centro de treinamento para os SS e prisão. Entre setembro de 38 e fevereiro de 39, os prisioneiros foram mandados para outros campos, assim todo o espaço foi usado no treinamento dos soldados nazistas e de comandantes dos futuros campos de concentração.

Portão com a frase: O Trabalho Liberta

Portão com a frase: O Trabalho Liberta

Em 12 anos de existência, de 1933 a 1945, mais de 200 mil pessoas de 34 nacionalidades foram aprisionadas em Dachau. Destes, 43 mil foram mortos. Nos seus cinco primeiros anos, com capacidade para 6 mil pessoas, o lugar era usado apenas para o confinamento de presos políticos, prisioneiros de guerra e pessoas contrárias ao regime.

Alambrados e torre que hoje cercam o Memorial

Alambrados e torre que hoje cercam o Memorial

 

Em 1937, os próprios presos começaram a fazer a ampliação do campo que no ano seguinte passou a receber judeus. Ciganos, homossexuais e religiosos também foram perseguidos e levados para lá. Em 1944, havia mais de 30 mil pessoas presas em Dachau. Sacerdotes dos países ocupados, principalmente polacos, eram mandados, em sua maioria, para o campo de Dachau, onde ocupavam os últimos cinco barracões, do número 26 ao 30.

 




Homenagem aos mortos nos 12 anos de funcionamento de Dachau

Homenagem aos mortos nos 12 anos de funcionamento de Dachau

No portão de entrada há uma inscrição em alemão que diz “Arbeit Macht Frei” (O Trabalho Liberta). A frase com duplo sentido era usada como propaganda nazista, dando a entender que os campos de concentração eram na verdade de reeducação; por outro lado, a frase era de deboche diante das pessoas que ali ficavam confinadas – afinal, a única maneira de se sair dos campos era através da fumaça da chaminé do crematório, como alardeavam os chefes. A mesma frase foi levada por Rudolf Hess ao campo de Auschwitz, na Polônia.

O chefe do campo, Martin Weiss, sendo enforcado depois do fim da guerra

O chefe do campo, Martin Weiss, sendo enforcado depois do fim da guerra

Ao transpor aquele portão, as pessoas perdiam seu nome, direitos civis e todos os pertences. No lugar, recebiam um número, um uniforme e um triângulo colorido (cuja cor estampava o motivo da prisão). A estratégia nazista era a de que aos poucos as pessoas perdessem sua própria identidade. Uniformizados, de cabelos raspados e feições alteradas por causa do trabalho pesado e da alimentação fraca, com o passar dos dias os prisioneiros não reconheceriam mais uns aos outros.

De 1965 a 1968, o campo de Dachau foi transformado em um Memorial e o que hoje se vê é muito diferente do que foi um dia o campo de concentração. Mesmo assim, a intenção é recordar o sofrimento dos prisioneiros. Das duas fileiras de 17 barracões construídos para recolher as pessoas e usados como alojamento, existem apenas dois também reconstruídos. Neles é possível ver exemplos de alojamentos de três períodos: 1933 a 1934, 1937 a 1938 e 1944 a 1945. Exposições fotográficas e documentos da época contam a trajetória dos prisioneiros e o cotidiano do campo ao longo dos 12 anos de sua existência.

O local onde funcionava o campo de treinamento dos soldados nazistas não é aberto à visitação porque atualmente funciona o quartel de polícia móvel da Bavária.

A segurança do campo era absoluta, tornando as fugas praticamente impossíveis. Cercas eletrificadas de quatro metros de altura circundavam o local seguido ainda de um muro de concreto com sete torres de vigilância, onde ficavam soldados armados com metralhadoras. Além disso, havia ronda do lado de fora. Em 1937, 1621 soldados trabalhavam na segurança, destes 116 cuidavam apenas da prisão preventiva. O museu não mostra registro de fugas.

Os prisioneiros eram selecionados para trabalhos forçados divididos em pesado, médio ou leve. Com alimentação de baixa caloria, quem era enviado ao serviço pesado tinha uma expectativa de vida de apenas 52 dias nos campos. Todos os dias eram obrigados a fazer formaturas que levavam horas, para a contagem das pessoas, não importava o frio ou o calor. Durante essas revistas muitas pessoas que já estavam debilitadas não resistiam às horas em pé e acabavam morrendo.

Além de todo o sofrimento físico, os prisioneiros eram submetidos a pressões psicológicas. As regras e os castigos para quem não as cumprissem eram anunciados logo na entrada do campo. Em Dachau existiam sete postes com quatro ganchos cada um, onde as pessoas eram amarradas. Enquanto uns eram torturados, os outros assistiam e aguardavam a vez de serem castigados. Muitos foram os suicídios na tentativa de acabar com o próprio sofrimento.

Em Dachau foram feitas as piores experiências médicas de todos os campos. O bloco da enfermaria era o mais temido pelos prisioneiros. Principalmente no período de guerra. Os presos foram usados de cobaia em diversos experimentos como quanto tempo resistiriam a uma queda em água gelada, quais eram os efeitos da água do mar no organismo, os efeitos do vírus da malária e até injeções de ar eram aplicadas nas pessoas. Todos os sintomas e efeitos eram registrados e estas informações usadas durante os combates de guerra.

A câmara de gás e o crematório ficavam numa das extremidades do campo, afastados dos alojamentos, separados por uma ponte e um portão. Para evitar que as pessoas se recusassem a chegar até lá, os soldados diziam que eles iriam para o banho. Na primeira sala, as pessoas tiravam as roupas que eram todas desinfetadas antes da entrada do próximo grupo, na segunda, onde estavam as saídas de gás venenoso (zyclon B), foram colocados vários chuveiros falsos, tudo para enganar os prisioneiros até o último momento. Esta câmara de gás tinha capacidade para 150 pessoas, que morriam em 20 minutos de inalação do gás. A terceira sala era usada como depósito de corpos antes de serem levados para o crematório logo ao lado.

 



O campo foi libertado no dia 29 de abril de 1945 pelas tropas americanas. O horror causado pelos nazistas chegava ao fim, mas um outro tipo de problema se instalava na vida dos 60 mil sobreviventes que não tinham mais família, casa e muitas vezes um lugar para onde voltar. Como existia uma epidemia de tifo, devido à falta de higiene, e um alto grau de desnutrição, as pessoas tinham que ser tratadas ali mesmo antes de serem liberadas. Muitas pessoas foram repatriadas aos países de origem, outras sem ter para onde ir acabaram ficando no campo de concentração que a partir de 1948 virou um abrigo de refugiados e exilados.

Com o passar do tempo, o abrigo acabou se tornando uma outra prisão para aquelas pessoas que viviam dentro de um lugar cheio de terríveis lembranças e em 1965, com o total fracasso do refúgio, as pessoas foram transferidas para apartamentos em outros locais. As tropas americanas só abandonaram o campo de concentração de Dachau em 1972.

Apesar do campo ter sido modificado, vale a pena ser visitado. A todo o momento as pessoas são lembradas dos horrores nazistas na tentativa de se evitar que a história um dia se repita. O lugar é ponto de visitação de estudantes da região e é comum ver grupos acompanhados de professores que contam e mostram a história onde ela aconteceu.

Como não é objetivo do Blog não coloquei fotos que poderiam ser fortes para algumas pessoas.

Recomendo a leitura do ótimo post em

http://garotinharuiva.wordpress.com/2012/02/06/o-campo-de-concentracao-dachau/